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Governador de
Pernambuco três vezes (1963, 1987 e 1995), Arraes, nasceu no
dia 15 de dezembro de 1916, na cidade de Araripe (Ceará),
onde fez o antigo primário. Além de governador, foi prefeito
do Recife (1960), Deputado estadual duas vezes (1950 e 1958) e
Deputado federal três vezes (1983, 1991 e 2003);
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O
ex-governador Miguel Arraes depois de concluir o curso
secundário no Colégio Diocesano, no Crato (Ceará), em 1932,
transfere-se para o Recife aos 17anos, a fim de continuar seus
estudos. Em 1937 se forma em Direito, na tradicional Faculdade
do Recife (UFPE), no centro da capital;
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Antes da sua
formatura, em 1933, Arraes é aprovado em concurso público
para o antigo Instituto do Açúcar do Álcool (IAA), se
tornando servidor público. No IAA, ele se tornou amigo de
Barbosa Lima Sobrinho, ex-presidente do IAA. Foi a partir
desta amizade que Arraes passou a se interessar mais pela
política;
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Em 1947, com
a vitória de Barbosa Lima Sobrinho para o Palácio das
Princesas, o ex-governador é nomeado para a Secretaria da
Fazenda. Barbosa Lima (PSD) derrotou Neto Campello (UDN) por
uma diferença de 400 votos. Sua vitória foi questionada mas
ele assumiu. Quando concluiu o mandato, Neto venceu no TRE;
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Após o
governo Barbosa Lima, em 1950, Arraes disputa seu primeiro
mandato eletivo (1° Suplente da Assembléia Legislativa) e em
seguida assume vaga no Legislativo estadual. Em 1958, Arraes
(PSD) se elege deputado estadual. Desde esta época, Arraes
também se torna aliado do lendário Agamenon Magalhães;
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Em 1959, no
governo Cid Sampaio, Arraes retorna para a Secretaria da
Fazenda. Cid, um udenista histórico, derrotou o candidato
pessedista, Jarbas Maranhão por uma diferença de mais de cem
mil votos. Em termos absoluto, foi a mais arrasadora vitória
eleitoral (na época o Estado tinha 500 mil eleitores);
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A primeira
disputa majoritária de Arraes foi em 1959, quando se elegeu
prefeito do Recife, pela "Frente Popular". Cid, em
princípio relutou em apoiá-lo. No histórico comício no
Pátio do Terço, o então governador afirmou:
"Pernambucanos cortem-me os braços, mas não deixem de
eleger Miguel Arraes prefeito do Recife";
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Em 1962, já
sem o apoio de Cid Sampaio, numa campanha muito acirrada,
Arraes (PST) se elege governador pela primeira vez, derrotando
João Cleofas (UND) por uma diferença de 13 mil votos. Era a
terceira derrota de Cleofas. Perdeu em 1950 para Agamenon
Magalhães (PSD) e em 1954 para Cordeiro de Farias (PSDB);
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Em primeiro
de abril de 1964, com a instalação do regime militar, Arraes
recusa-se a renunciar e teve seu mandato cassado. Foi preso e
enviado para Fernando de Noronha. Solto, foi obrigado a
exilar-se na Argélia. Ele foi condenado a 23 anos de prisão
por crimes contra a segurança nacional;
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Em 1979,
beneficiado pela anistia, retorna ao Recife para recomeçar
sua careira política. cerca de 50 mil pessoas participaram do
comício em Santo Amaro. O evento marcou seu reencontro com
líderes do PMDB, como o ex-senador Marcos Freire e o atual
governador Jarbas Vasconcelos. Em 1990, Arraes se filia ao
PSB;
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Em 1982,
preterido para disputar a sucessão estadual, Arraes se elege
Deputado federal (192 mil votos), juntamente com Jarbas
Vasconcelos (172 mil votos). Perguntado sobre a derrota de
Marcos Freire, considerado favorito, Arraes responde:
"Não perdi nada. Me elegi com 192 mil votos";
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Em 1986,
Arraes (PMDB) se elege governador pela segunda vez, derrotando
o atual Deputado federal Múcio Monteiro. Na campanha ele é
apresentado como "velho" e "atrasado" e o
candidato do PDS, como o "novo" e
"moderno". A estratégia não deu certo, sobretudo
após o histórico debate na televisão;
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Em 1990,
Arraes monta sua chapinha proporcional e se elege Deputado
federal com a maior votação já obtida por um candidato à
Câmara dos Deputados em Pernambuco (339.158 votos). Mais
cinco aliados foram eleitos por causa da sua espetacular
votação proporcional (12% dos votos válidos);
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Em 1994,
forçado pelas circunstâncias históricas (Jarbas já estava
aliado com o PFL), Arraes conquista o 3° mandato de
governador. Ele derrotou o candidato do PFL, Gustavo Krause. O
rompimento formal entre Arraes e Jarbas ocorreu na sucessão
recifense em 1992. Jarbas não aceitou Eduardo Campos como seu
vice;
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Em 1998,
apesar das advertências do marqueteiro Duda Mendonça
("não posso fazer milagre"), Arraes resolve
enfrentar Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ele foi derrotado por
Jarbas por uma diferença de mais de um milhão de votos. Em
novembro, Arraes recomeça suas viagens ao interior, visitando
Buenos Aires;
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Em 2002, na
segunda vitória de Jarbas sobre Humberto Costa (PT) na
sucessão estadual, Arraes, sem muitos recursos, segundo seus
amigos e parentes, consegue se eleger Deputado federal com
mais de 180 mil votos, em que pese a histórica derrota para
Jarbas em 1998.
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Os que
fizeram parte do BANDEPE devem muita gratidão ao Dr. Arraes,
pois foi quem iniciou os trabalhos dessa instituição no seu
primeiro governo e encontrou a melhor solução ao concluí-las
na sua última gestão.
Nossa singela homenagem pela dedicação,
luta, brilho político, perseverança, história, exemplo edificante e compromisso com
o povo, principalmente com os trabalhadores rurais. |